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Aplauso de pé incomoda artistas e críticos de teatro

Postado por em quinta-feira, 23 janeiro 2014Nenhum Comentário

Aplaudir de pé, “virou um gesto social automático”, sem sentido.

O crítico americano Ben Brantley concorda e até lançou um apelo público, no “New York Times”, “pela volta do aplauso sentado”.

No Brasil, o diretor Antunes Filho e a atriz Nydia Lícia, com carreiras iniciadas há mais de meio século no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), atestam que “essa mania de levantar sempre”, como ela descreve, é recente.

Aplauso de pé incomoda artistas e críticos de teatro

Aplauso de pé incomoda artistas e críticos de teatro

Com a presença crescente de celebridades do cinema e da TV no palco, tanto aqui como no exterior, o fenômeno avançou para o meio das apresentações, para a entrada em cena. “A sugestão é, no caso de estrelas menos veneráveis, como Julia Roberts, ‘bom para você, você é famosa'”, critica Brantley.

PANDEMIA

Ele reconhece que aplaudir de pé é um “vírus” que pode ter tido sua origem na Broadway, seguindo depois para Europa e outros junto com as franquias dos musicais nova-iorquinos.

Cláudio Botelho, que ao lado de Charles Möeller ajudou a estabelecer os musicais no Brasil, também questiona o fenômeno, mas acrescentando ser mais acintoso por aqui —onde programas de auditório teriam instituído, segundo ele, que “quem quer que apareça é aplaudido”.

Lamenta, sobretudo, que “não tem mais diferença: aplaudem de pé tanto Marília Pêra como qualquer grupo jovem”. Citando também Bibi Ferreira e Fernanda Montenegro, cobra: “O que você vai dar como reconhecimento às grandes divas?”.

AUTOENGANO

Ron Daniels, que começou como ator nos anos 60 no Teatro Oficina e a partir dos anos 70 se estabeleceu como encenador em companhias como a Royal Shakespeare Company e o American Repertory Theater, acredita que o problema é maior nos Estados Unidos e no Brasil.

“Em Nova York eles sempre se levantam. Na Inglaterra, só em musical, Shakespeare não”, diz ele. “Eu detesto esses aplausos, o espetáculo perde o valor. Mas, quando é merecido, a ‘standing ovation’ [aclamação de pé] é maravilhosa.”

Para Daniels, o fenômeno “é muito esquisito: a plateia se congratula a si mesma”. Michael Billington, que é crítico do londrino “Guardian”, concorda que a febre do aplauso de pé surgiu com o público “tentando enganar a si mesmo”, sugerindo que a cura teria de partir dele.

Via Folha






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